Porto Maravilha, RJ

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O Porto Maravilha foi fruto de uma Operação Urbana Consorciada (OUC) que visou a Revitalização Urbana da Região Portuária do Rio de Janeiro criada pela Lei Municipal 101 de 2009. As OUCs são intervenções pontuais realizadas pelo Poder Público Municipal envolvendo a iniciativa privada (Empresas Prestadoras de Serviços Públicos, Moradores e Usuários Locais) que buscam transformações urbanísticas estruturais, melhoras sociais e valorização ambiental. Foi uma forma de resolver problemas pontuais que dificilmente seriam solucionados pelo Plano Diretor Estratégico do Município. Com Prazo de 30 Anos para sua conclusão e custo total estimado na Época em R$ 8 Bilhões, o projeto consistia na revitalização da chamada Área de Especial Interesse Urbanístico (AEIU) da Região do Porto do Rio, compreendida por 5 Milhões de Metros Quadrados da Região Portuária do Rio de Janeiro, tendo como limites as Avenidas Presidente Vargas, Rodrigues Alves, Rio Branco e Francisco Bicalho, englobando parte dos bairros do Caju, Gamboa, Saúde, Santo Cristo e parte do Centro da Cidade. A implantação do projeto tinha como objetivo declarado preparar a Região para a Copa do Mundo FIFA de 2014 e dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016, bem como desenvolvê-la Economicamente, além de incentivar na criação novas oportunidades de Emprego, Moradia, Transporte, Cultura e Lazer para a População Local. Baseado em princípios de Sustentabilidade, o programa se baseou na Reurbanização de Vias, recuperação e ampliação da infraestrutura, implantação de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), Construção de Túneis, além da implantação de mobiliário urbano e Redes de Ciclovias. O Porto Maravilha também realizou a valorização do Patrimônio histórico e a promoção do desenvolvimento Social e Econômico da Região. O Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR) e o Museu do Amanhã foram construídos em parceria com a Fundação Roberto Marinho, exemplos de grande impacto Cultural na Região. Em conjunto com a transformação da área de 5 Milhões de Metros quadrados, veio a tarefa de preservar a identidade e as características dessa Região. O projeto visou elevar a qualidade de vida para a população residente na região por meio da requalificação. Juntos, os programas Porto Maravilha Cidadão e Porto Maravilha Cultural complementaram a operação urbana, mostrando a viabilidade de recuperar os Espaços Urbanos degradados para construir uma Cidade que respeite cultura, história e o meio ambiente e que seja cada vez mais justa para todos os seus Cidadãos. - (Porto Maravilha - Museu de Arte do Rio): O Museu de Arte do Rio, inaugurado em 2013, foi um dos primeiros projetos do Porto Maravilha a ser concluído O Museu de Arte do Rio foi inaugurado no aniversário de 448 anos da cidade do Rio de Janeiro e é um espaço criado para dedicar-se a arte e à cultura visual. - (Porto Maravilha - Museu do Amanhã): O projeto do museu, inaugurado em 2015, é creditado ao Arquiteto Espanhol Santiago Calatrava. Tendo o apoio do Governo Federal (através da FINEP) e também do governo estadual (através da Secretaria do Meio Ambiente), o projeto é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro com a Fundação Roberto Marinho. O museu une ciência e linguagem artística, usando a tecnologia como suporte em um ambiente imersivo, com recursos audiovisuais e jogos criados por estudos científicos de especialistas e dados divulgados por instituições nacionais e estrangeiras. O espaço possui auditório, lojas, cafeteria e restaurante. - (Centro Cultural José Bonifácio - CCJB): O Centro Cultural José Bonifácio é um ponto Histórico e Arqueológico da celebração da herança Africana. O novo centro foi reaberto em 20 de novembro de 2013 após passar por uma obra de restauração feita pelo Projeto Porto Maravilha sob a coordenação do CDURP em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade. - (Fachada do Centro Cultural José Bonifácio vista da Rua Pedro Ernesto): Na Restauração, o Centro ganhou Esculturas de inspiração Africana em que as unidades receberam nomes de ícones como Abdias do Nascimento, Ruth de Souza, Grande Othelo, Heitor dos Prazeres e Tia Ciata. - (Galpões da Gamboa): Para o Ciclo do Café, os galpões da Gamboa representaram grandes marcos da riqueza. Após décadas de sua desativação, os galpões foram restaurados pelo projeto Porto Maravilha, abrigando a realização de diversos eventos. - (Igreja de São Francisco da Prainha): A Igreja de São Francisco da Prainha foi reinaugurada em julho de 2015, após restauração feita pelo Projeto Porto Maravilha. A igreja foi construída em 1696, pelo padre Francisco da Motta e doada à Ordem Terceira de São Francisco da Penitência em 1704. A igreja também teve seu tombamento e, portanto, integra o Patrimônio Cultural Brasileiro.